Amiga minha,
vida complicada esta nossa,
essa minha.
Feita de sonhos ,
que com afinco procuramos
realizar em momento idôneo.
Neste empenho lutamos.
Com avidez guerreamos
sem termos o que é bélico.
Contra sentimentos coléricos.
Inertes em um estado eutímico.
Paradoxo de um ser ébrio.
São entre outros, devaneio
que nos arremete
ao escuro noturno e alheio
notados em meus versos.
Este tempo aparenta não ter fim.
Mesmo assim ele veio...
O tão sonhado "SIM".
"Cogito, ergo sum."
sábado, 30 de outubro de 2010
Tarde de Incertezas
Nesta tarde quente
acontece algo invitável...
penso nagente.
É tanto que quero dizer-te...
de fazer-te...
Ontem novamente sonhei com voce.
Te pedi,
e voce concedeu-me abraçar-te,
te perdi,
e acordei sem ver-te.
Quanta ilusão...
Um sonho foi o que passei,
que podia ter-te, sonhei,
foi engano da paixão.
Pensei: "triste realidade voltei".
Por que me acordas-te desse sonho, meu?
Cinza é a infelicidade,
colorido estar contigo.
Disse-me: "encontrará alguem legal".
Isto não me é de consolo,
antes é fatal.
Fui mesmo tolo.
Tristeza é-me oferecida na mesa da amargura,
as "roupas" ainda estão sujas.
Agora necessito de palavras de ternura.
acontece algo invitável...
penso nagente.
É tanto que quero dizer-te...
de fazer-te...
Ontem novamente sonhei com voce.
Te pedi,
e voce concedeu-me abraçar-te,
te perdi,
e acordei sem ver-te.
Quanta ilusão...
Um sonho foi o que passei,
que podia ter-te, sonhei,
foi engano da paixão.
Pensei: "triste realidade voltei".
Por que me acordas-te desse sonho, meu?
Cinza é a infelicidade,
colorido estar contigo.
Disse-me: "encontrará alguem legal".
Isto não me é de consolo,
antes é fatal.
Fui mesmo tolo.
Tristeza é-me oferecida na mesa da amargura,
as "roupas" ainda estão sujas.
Agora necessito de palavras de ternura.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Meu Sonho (Cecília Meireles)
Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
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